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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Xire oxumare



ÒSUNMARÈ
Arò bó bò Yí! (Neste dia que nasce lhe rendemos graças!)

Òsunmarè lelé mo rí Òsunmarè
Lelé mo rí rà ba ta (Oxumarê encontra-se andando no chão. É preciso saber encontrar Oxumare)
Lelé mo rí Òsunmaré (andando sobre o chão é preciso saber encontrar por que ela se esconde. Tenha cuidado por onde anda para não chuta-la (ou pisá-la)).

Ódí náà léwà (Ela é teimosa, mas também é bela).
Léwà léwà e (ela é bela, bela).
Ódí náà léwà (Ela é teimosa, mas também é bela)
Léwà léwà e (ela é bela, bela)

O bi òjò birí bò (Ele surge através de pequenas gotas de chuva)
O mió aráiye (Água doce que sustenta a humanidade)

Jô ma ndi o pe (Ele sempre vem quando o chamamos)
Jô ma ndi o pe (Ele sempre vem quando o chamamos)

E sìn a bebe ko e dìde (Nós adoramos sua dança e seu ato de ir ao chão e depois se levantar)
E sìn a bebe ko e dìde (Nós adoramos sua dança e seu ato de ir ao chão e depois se levantar)

O dí ma dí ma (Ele sempre foi, sempre foi)
Òsunmarè aidan (Oxumare sempre foi belo)

Ma sán rí ma sa ibó (O céu é um lugar de adoração)
E e e o fi-ko fi opè (Devemos olhá-lo com respeito e dar graças)
Arò bó bò yí! U nké lè sìn (Aróbò bò yi louvamos e cultuamos sua força)
A ni wère lókan (Vós sois um jovem bravo!)

Àwa e kó oribande (traga para nós a boa sorte)
E hàn oribande (A sua presença nos traz a boa sorte)

Àwa bí a ma gbo ji bè (A cada dia que despertamos damos graças para que, assim como o dia que nasce, tenhamos também nossas vidas renovadas).
E ba kú èwe lè (a cada dia que nasce, nossas vidas possam ser renovadas com a sua força)

Arò bó bò yí!
A bo mojúbà a wù rí ko kun (Nós o adoramos! Mojubá! Nós o reverendamos quando vemos o arco-íris)
A ro lè (Nele encontramos sua força)

A lè a lè a pà ra dà (Seu poder e sua força o permite ficar invisível)
A lè a lè apà ra o (Ele pode estar caminhando ao nosso lado sem que possamos vê-lo)

Wù lè ké wá o jó rí o (Cantamos para louvar sua força e agrada-lo. Venha dançar para que possamos vê-lo)
Wé wé ké (Rola, rola e dança)
Wá o jó rí o (Vem dançar para que possamos vê-lo)

Ké ké dá lè mi ìran lê wá (Cantamos, cantamos para que traga sua força até nós que somos sua família)
Ké ké dá lè mi ìran lê wá (Cantamos, cantamos para que traga sua força até nós que somos sua família)

Òsunmaré lè lê ma rì (Òsunmaré é poderoso)
Lè lê ma húwà ara ká (Ele pode enrolar o corpo com seu poder)
Lè lê ma rè Òsunmaré (Você é poderoso Òsunmaré)
Ko bé jijó (pedimos que dance indo até o chão)
Òsunmaré ko bé jijó (Òsunmaré, pedimos que dance indo até o chão)
Ara ká ko bé jijó (Pedimos que dance em torno de si mesma indo até o chão)

Lesse Orisà (Somos filhos de Orixá)
Lesse ko ma fò (Os filhos de Orixá mantém o chão sempre lavado)
Sá ro ho (Para que você possa dançar no chão e não se ferir)
Lesse Orisà (Somos filhos de Orixá)
Lesse ko ma fò (Os filhos de Orixá mantém o chão sempre lavado)
Sá ro ho (Para que você possa dançar no chão e não se ferir)

Òsunmaré ló ké rè Òsunmaré (Òsunmaré, cantamos para sua despedida
O ló ké rè (Cantamos para ele se despedir)

Òsunmaré se umbó (Òsunmaré está presente)
Se umbó (Está presente)
O se umbó (Ele está presente)

Wá là koró léhìn ni (Ele está escondido, venha para este lugar)
Wá là koró léhìn ni (Ele está escondido, venha para este lugar)

Òsunmaré ní fe run dá dán (Òsunmaré é uma luz brilhante que gostamos de ter)
Ní fé run dá dán (É uma luz brilhante que gostamos de ter)

O ba hàn si o kun (Mostre seu arco-íris e venha nos ajudar)
Àlejò, Àlejò (Venha nos visitar, venha nos visitar)
O ba hàn si o kun (Mostre seu arco-íris e venha nos ajudar)
Ba hàn, ba hàn si o kun (Mostre seu arco-íris e venha nos ajudar)
Suré, e suré (Nos abençoe, nos abençoe)
Ba hàn, ba hàn si o kun (Mostre seu arco-íris e venha nos ajudar)

Arò bó bò yí! Aké lè sí (Arò bó bò yí! Ele tem um machado para nos proteger)
O hun jé lè iko kun (Sua palha da costa é colorida (as cores representam seu poder)
U Vodun nos adó dé (Ele é Orixá e nos abençoa com adó (comida feita com pipoca e azeite doce)
Arò bó bò yí! Aké lè sí e u jé lè Vodun jé (Arò bó bò yí! Ele tem um machado para nos proteger e nos curvamos ao poder que tem esse Orixá)

E ara ká ló bó ro (Vosso corpo vai se enrolando até o chão)
Àwa dé wò (Nos curvamos para que nos abençoe)
Òsunmarè àwa dé wó (Osunmarè enrola o corpo e vai até o chão)
Vodun àwa dé wò (Curvamo-nos a este Orixá para que nos abençoe)
Òsunmarè o (Ele é Òsunmarè)

A ma rà ka lódódun (Uma vez ao ano nos curvamos)
Àtà te lówó (Na cumieira pedindo fartura para o ano todo)
Òsunmarè o (Para Òsunmarè)
A ma rà ka lódódun (Uma vez ao ano nos curvamos)
Àtà te lówó (Na cumieira pedindo fartura para o ano todo)
Òsunmarè o (Para Òsunmarè)

Òòni se wá (Orixá Rei da nação Yorubá venha nos ajudar)
Òòni se wá (Orixá Rei da nação Yorubá venha nos ajudar)
O dá bo (O Senhor nos orienta e nos ajuda)
Ajelé lù wè (Governador, venha nos consagrar)
Òrisà ta bè lò (Pedimos que nos ilumine)
Vodun tata un dé (Orixá chefe, cubra-nos)

E dan, dan, dan (Ele é uma serpente, serpente, serpente)
Jó árin da ji dan (Ele é uma serpente criada e dança e torno do asè)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Orixas funfun

ORIXÁ FUNFUN


Os "Òrìsà Funfun" são aqueles que vieram com Òbàtálá, seu líder, para Àiyé, ou posteriormente, aderiram ao grupo ou a ele. Praticamente são considerados como um clã ou sua "própria família". Òbàtálá se tornou o mais conhecido e reverenciado de todos os Òrìsà, por toda terra dos Yorùbás e por extensão em todo o mundo.

Alguns dos Òrìsà Funfun* :
Òrìsàála, Òrìsà-nla, Òsàla, ou Òbàtálá : O primeiro Òrìsà a ser criado por Olódùmarè.
Òrìsàteko ou Eteko Oba Dùgbè : Um grande guerreiro associado a Òbàtálá nas longas disputas de liderança com Odùduwà. Como seu principal templo é em Ìjúgbè, é também conhecido por Òrìsà Ìjùgbè. Este Òrìsà também esta relacionado com a agricultura, dizem que foi o primeiro a cultivar o inhame.
Òrìsà Akiré : Um guerreiro poderoso e rico e que tinha muitos escravos, tudo oriundo de espólios de suas conquistas. Seus principais templos são em Ìlàré e em Arùbídì. Dizem uns que Òrìsàkiré é um Òrìsà da paz, da produtividade e da opulência.
Òrìsà Aláse ou Olúorogbo : "Aquele que possui o infinito saber", quem ensinou ao Homem a se comunicar com símbolos e/ou marcas. Dizem que foi ele quem resolveu parte da longa e eterna disputa entre Òbàtálá e Odùduwà.
Òrìsàjiyán ou Ògiyán : também Ewúléèjìgbò na cidade de Èjìgbò.
Òrìsàlufan ou Olufan : também Òsàlufan na cidade de Ifan.
Òrìsà Oko : Òrìsà da agricultura. Da cidade de Ìràwò.
Òrìsà Òkè : Òrìsà das colinas e dos montes.
Òrìsàròwu ou Òrìsà Lòwu : Na cidade de Owu.
Òrìsà Ajagemo : Na cidade de Ede.
Òrìsà Olúwofín : Na cidade de Iwofin.
Òrìsà Pópó : Na cidade de Ògbómòsó.
Òrìsà Eguin : Na cidade de Owú.
Òrìsà Jayé : Na cidade de Ijàyé.
Òrìsàko : Na cidade de Oko.
Òrìsà Olóbà : Na cidade de Òbá.
Òrìsà Obaníjìta : ................
Òrìsà Alajere : ....................
Òrìsà Olójó : .......................
Òrìsà Oníkì : ......................
Òrìsà Onírinjà : .................
Òrìsà Àrówú : ....................

* Òrìsà funfun - divindades que tem como rito comum o uso de elementos e oferendas de cor branca ou derivada, e tabus alimentares ou outros, por vezes também semelhantes. Quando não, são também assim chamados por fazerem parte do processo da criação - que são os casos, principalmente de Odùduwà e Òrúnmìlà.
* O rito e o culto dos Òrìsà funfun, são tão semelhantes ou quase idênticos, que em vários casos é difícil distinguir se se trata de divindades distintas ou são qualidades de Òbàtálá, ou ainda, somente nomes diferentes do mesmo Òbàtálá. Pode, por estes ou outros inúmeros fatores, que o levaram a ser o mais conhecido Òrìsà do panteão, obviamente, sem se esquecer da sua real importância na gênesis yoruba.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Caboclo no candomblé



LINHA DE CABOCLO NO CANDOMBLÉ BRASILEIRO

Imagem
A origem dos Candomblés de Caboclos está no ritual de antigos negros de origem banto, que na África distante cultuavam os Nkisi – e que no Brasil viram-se forçados a encontrar um outro antepassado para substituir o Nkisi que não os acompanhou à nova terra. Neste novo e distante país, que antepassado cultuar senão o índio, o caboclo, como dizia os antigos nordestinos? Os antigos habitantes quem senão o verdadeiro e original “dono da terra”? (Santos, 1995).
O Candomblé de Caboclo se deu inicio entre os negros Bantu, sendo os espíritos indígenas paralelamente cultuados as divindades africanas (Nkisi e Hamba), sem misturar os Caboclos com Nkisi ou Hamba. Os negros tiveram a preocupação de cultuar os ancestrais desta terra, passando a cultuar paralelo ao culto que prestavam aos seus Minkisi e Mahamba.
Os caboclos, espíritos dos antigos índios que povoaram o território brasileiro, os antigos caboclos, eleitos pelos povos Bantu que aqui viveram anteriormente a chegada dos negros nagôs, como os verdadeiros ancestrais em terras nativas. São espíritos, não Deuses.
Ao Caboclo Índio são designados com “Caboclo de pena”, por causa da referência aos penachos e cocares que usam quando em transe para marcar sua origem indígena, e também existem os Caboclos de outras procedências, que são os Caboclos de couro (Boiadeiros), que teriam um dia vivido no sertão na lida do gado e que usam o chapéu característico de sua antiga ocupação.
O Candomblé Ketu não cultuava Caboclo, o que existe hoje é nessas casas de Ketu é modernidade, pois Caboclo sempre foi cultuados pelos angoleiros, por serem cultuados pelos povos Bantu ao chegarem nestas terras.
No livro Negros Bantos, Edison Carneiro relatou muitas cantigas e cerimônias assistidas no Terreiro da Goméia de João da Pedra Preta a quem, menciona em primeiro lugar nas listas do Pais de Santo consultados (Carneiro, 1937, p. 10). Outro escritor também menciona em Negroes in Brazil, os mais conhecidos Terreiros de nação Congo-Angola de Salvador, menciona o Terreiro da Goméia ao lado de terreiros prestigiados como o Bate-Folha, ate mesmo o Terreiro de Jubiabá (Pierson, 1967, p. 278)…(Vagner Gonçalves da Silva, p.156).
Tenho noticias de um mais velho descendente e pesquisador da Ndanji Goméia que a origem da Goméia é Candomblé Angola Caboclo por parte do Tatetu Severino Manoel de Abreu – Jubiabá, Pai de Santo de Joãozinho da Goméia. Com a origem do Candomblé de Caboclo que se originou pelos povos Bantu, faz desta Ndanji um importante Candomblé Angola, por conta dos princípios bantu, na precisão da elaboração de cultuar os ancestrais indígenas destas terras.
Joãozinho da Goméia foi um dos principais colaboradores de Edison Carneiro, que, em Negros Bantos, realizou uma etnografia sobre os Candomblés de ritos Angola e de Caboclos. Uma carta enviada Artur Ramos, o editor de Negros Bantos, Edison Carneiro se revelou bastante entusiasmado com o Candomblé da Goméia, ele diz:
Não se espante, por isso mesmo, com outros artigos sobre negros que vou cometer daqui por diante. Por exemplo, nos Negros Bantos pretendo dedicar capítulos aos candomblés de caboclo e as sessões de caboclo. Arranjei um ótimo campo de observação – o candomblé da Goméia (Angola). Já tenho observações notáveis que vão espantar o povo (Oliveira e Lima, 1987, p.109)…(Vagner Gonçalves da Silva, p. 156).
Sobre as polemicas contra Joãozinho da Goméia de cultuar caboclo no seu candomblé, observamos que Edison Carneiro sabia o que estava falando na carta enviada a Artur Ramos, por conta das criticas que as Sacerdotisas direcionavam ao Joãozinho da Goméia cultuar caboclo em seu candomblé, pois dentro das casas tradicionais da Bahia de nação ketu não cultuavam caboclos, não preocuparam em cultuar os ancestrais destas terras, preocupando somente com os Orixás deles no Candomblé.
Na esfera das religiões afro-brasileiras, a participação dos bantos foi fundamental, pois é da religiosidade desses povos ou sob sua influência decisiva que se formou no Brasil o Candomblé de Caboclo baiano e outras variantes regionais de culto ao antepassado indígena.
Da necessidade de cultuar o ancestral e do sentimento de que havia uma ancestralidade territorial própria do novo solo que habitavam, os bantos e seus descendentes criaram o candomblé de caboclo, que celebrava espíritos dos índios ancestrais (Santos, 1995; Prandi, Vallado e Souza, 2001).
Os Bantu estiveram no Brasil a muito mais tempo, mas existe indícios históricos que levam a crer que somente com a formação do Candomblé Angola e Congo de culto as divindades africanas (Nkisi e Hamba) teria surgido quando os Candomblés Ketu e Candomblé Djedje já estavam se organizando ou organizados.
Embora todos os negros e mestiços fossem considerados como iguais, na medida em que ocupavam na sociedade branca posição oficialmente subalterna e marginalizada, as identidades étnicas estavam preservadas nas irmandades religiosas católicas, que reuniam em igrejas e associações específicas os diferentes grupos africanos étnico-linguístico.
Pois quando nagôs e jejes reunidos nas irmandades católicas (Silveira, 2000) refizeram no Brasil suas religiões africanas de origem, os Bantu os acompanharam.
No campo religioso foi, portanto, dupla a contribuição banta originada na Bahia: o Candomblé de Caboclo e o Candomblé de Angola e Kongo, duas modalidades que se casariam num único complexo afro-índio-brasileiro, povoando, a partir da década de 1960, praticamente o Brasil todo de terreiros angola-congo-caboclo.
Na Salvador das décadas de 1920-30, o candomblé de caboclo, mais próximo de influências indígenas, contava com sacerdotes de grande prestígio: entre muitos outros, Pai Otávio Odé Taiocê, Sabina, Constância e sua irmã Silvana, que teria sido a primeira sacerdotisa do rito queto a incorporar o culto dos caboclos, uma proto-mãe da umbanda (Landes, 1967, cap. 17).
O Candomblé Ketu sempre disputava em popularidade com os Candomblés Bantu, conhecidos pelos nomes de Candomblé Angola ou Congo, os quais se espalham por todo o Brasil. Alguns destes Candomblés de raiz Bantu são: o candomblé do Bate-Folha, dos finados Pai Bernardino da Paixão e Mãe Samba Diamongo, o candomblé de Maria Neném, o candomblé de Ciriaco Tumba Junçara, o candomblé de Pai Manoel Natividade, do Caboclo Neive Branca e o candomblé da Goméia de Joãozinho da Goméia, importantíssimo divulgador da popularização do Candomblé no Rio de Janeiro, para onde se transferiu no ano 36, e que tem lugar significativo na memória dos candomblés paulistas.
Ruth Landes, antropóloga americana que, entre 1938 e 1939, guiada por Edison Carneiro, percorreu muitos Candomblés baianos, transcreve a seguinte explicação que lhe dera Sabina, mãe iniciada nos cultos caboclos por Silvana, com quem já estava rompida:
“Este templo é protegido por Jesus e Oxalá e pertence ao Bom Jesus da Lapa. É uma das casas dos espíritos caboclos, os antigos índios brasileiros, e não vem dos africanos iorubás ou do Congo. Os antigos índios da mata mandam os espíritos deles nos guiar, e alguns deles são espíritos de índios mortos há centenas de anos. Salvamos primeiro os deuses iorubás nas nossas festas porque não podemos deixá-los de lado; mas depois salvamos os caboclos porque foram os primeiros donos da terra em que vivemos. Foram os donos e portanto são agora os nossos guias. […] Talvez eu deva ir ao Rio e instalar um candomblé?” (ibid.: 193).
Mãe Sabina jogava búzios, recebia às quartas-feiras o seu caboclo para dar consultas, fazia os despachos e ebós. As cantigas e preces em sua casa eram em português misturado com palavras que hoje ouvimos nos candomblés angola.
Os sacerdotes desses terreiros de nações diferentes viviam em constante troca de visitas e favores, apesar das disputas entre eles. A então jovem Menininha do Gantois, que era admiradora e amiga de Constância, mãe de candomblé de caboclo, comenta com Ruth Landes sobre Mãe Sabina: “A senhora a chama de mãe? Ela quer é ganhar a vida, e não ajudar os outros, e nunca foi treinada em candomblé algum. […] E vive combatendo Constância, que é uma grande mãe, porque Constância a batizou na lei de caboclo. Constância e Silvana, essas sim, são grandes sacerdotisas” (ibid.: 213).
Preconceituosamente, o candomblé angola tem sido considerado um rito menor, e dele pouco se estudou (Trindade-Serra, 1978; Carneiro, 1937; Cossard-Binon, s.d.,).
O Candomblé Angola legitimou desde cedo o culto dos caboclos brasileiros, que além de se constituir como rito independente, foi também incorporado lá pelos anos 30 e 40 do século XX por casas nagôs que não as da tríade fundante, a Casa Branca, o Gantois, o Opô Afonjá (Landes, 1967).
Não se pode confundir Candomblé de Caboclo com a Umbanda, pois o Candomblé de Caboclo na época de sua formação cultuava as suas próprias Divindades – Nkisi e Mukixi, e os ancestrais desta terra. A Umbanda foi formada em 1908 onde adotou os Orixás, Caboclos, Pretos Velhos, Marujos, Baianos e Menino de Angola, todos estes espíritos.

Xire Oxum

Cantigas de Xirê de Oxum

ÒSÙN

Ye, ye, ye, ye,ye o (A elogiamos, elogiamos...)
Oro mi wá (Traga riqueza para nós)
Nù àse tori e fò (A força de suas águas lava e limpa tudo)
Yìn se kó-jùlo Iyagba o (Glorificamos a grande mãe que nos cria)
Oro mi wá (Traga riqueza para nós)
Nù àse tori e fò (A força de suas águas lava e limpa tudo)
A mu Ìyà mu ìyà (Ajude-nos mãe, ajude-nos mãe)
Ojá re e lè mò so tori e fò (Seu ojá a enfeita e representa seu poder de limpar tudo com as águas)

Iniciação no cabdomble

Iniciação no Candomblé Ketu

Iniciação no Candomblé Ketu

O sacerdócio e organização dos ritos para o culto dos orixás são complexos, com todo um aprendizado que administra os padrões culturais de transe, pelo qual os deuses se manifestam no corpo de seus iniciados durante as cerimónias para serem admirados, louvados, cultuados. Os iniciados, filhos e filhas-de-santo (iaô, em linguagem ritual), também são popularmente denominados “cavalos dos deuses” uma vez que o transe consiste basicamente em mecanismo pelo qual cada filho ou filha se deixa cavalgar pela divindade, que se apropria do corpo e da mente do iniciado, num modelo de transe inconsciente bem diferente daquele do kardecismo, em que o médium, mesmo em transe, deve sempre permanecer atento à presença do espírito. O processo de se transformar num “cavalo” é uma estrada longa, difícil e cara, cujos estágios na “nação” queto podem ser assim sumariados:
Para começar, a mãe-de-santo deve determinar, através do jogo de búzios, qual é o orixá dono da cabeça daquele indivíduo (Braga, 1988). Ele ou ela recebe então um fio de contas sacralizado, cujas cores simbolizam o seu orixá (ver Anexo), dando-se início a um longo aprendizado que acompanhará o mesmo por toda a vida. A primeira cerimónia privada a que a noviça (abiã) é submetida consiste num sacrifício votivo à sua própria cabeça (ebori), para que a cabeça possa se fortalecer e estar preparada para algum dia receber o orixá no transe de possessão. Para se iniciar como cavalo dos deuses, a abiã precisa juntar dinheiro suficiente para cobrir os gastos com as oferendas (animais e ampla variedade de alimentos e objectos), roupas cerimoniais, utensílios e adornos rituais e demais despesas suas, da família-de-santo, e eventualmente de sua própria família durante o período de reclusão iniciática em que não estará, evidentemente, disponível para o trabalho no mundo profano.
Como parte da iniciação, a noviça permanece em reclusão no terreiro por um número em torno de 21 dias. Na fase final da reclusão, uma representação material do orixá do iniciado (assentamento ou ibá-orixá) é lavada com um preparado de folhas sagradas trituradas (amassi). A cabeça da noviça é raspada e pintada, assim preparada para receber o orixá no curso do sacrifício então oferecido (orô). Dependendo do orixá, alguns dos animais seguintes podem ser oferecidos: cabritos, ovelhas, pombas, galinhas, galos, caramujos. O sangue é derramado sobre a cabeça da noviça, no assentamento do orixá e no chão do terreiro, criando este sacrifício um laço sagrado entre a noviça, o seu orixá e a comunidade de culto, da qual a mãe-de-santo é a cabeça. Durante a etapa das cerimónias iniciáticas em que a noviça é apresentada pela primeira vez à comunidade, seu orixá grita seu nome, fazendo-se assim reconhecer por todos, completando-se a iniciação como iaô (iniciada jovem que “recebe” orixá). O orixá está pronto para ser festejado e para isso é vestido e paramentado, e levado para junto dos atabaques, para dançar, dançar e dançar.
No candomblé sempre estão presentes o ritmo dos tambores, os cantos, a dança e a comida (Motta, 1991). Uma festa de louvor aos orixás (toque) sempre se encerra com um grande banquete comunitário (ajeum, que significa “vamos comer”), preparado com carne dos animais sacrificados. O novo filho ou filha-de-santo deverá oferecer sacrifícios e cerimónias festivas ao final do primeiro, terceiro e sétimo ano de sua iniciação. No sétimo aniversário, recebe o grau de senioridade (ebômi, que significa “meu irmão mais velho”), estando ritualmente autorizado a abrir sua própria casa de culto. Cerimônias sacrificiais são também oferecidas em outras etapas da vida, como no vigésimo primeiro aniversário de iniciação.
Quando o ebômi morre, rituais fúnebres (axexê) são realizados pela comunidade para que o orixá fixado na cabeça durante a primeira fase da iniciação possa desligar-se do corpo e retornar ao mundo paralelo dos deuses (orum) e para que o espírito da pessoa morta (egum) liberte-se daquele corpo, para renascer um dia e poder de novo gozar dos prazeres deste mundo.


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Xire oxalá com tradução e letra em yoruba


Cantigas de Xirê de Oxalá

ÒÒSÀÁLÁ

E rìn lè wá (Sua energia se aproxima de nós)
A ba wá okàn (Ela vem de encontro ao nosso coração)
E lè dùn se ìpadé siré (Sua energia torna a nossa festa agradável)
Koró lè koró lè Bàbá Ifá (Bàbá Ifá, traga sua energia a este lugar)

Be wi rò ko Ájàlá (Oxalá, suplicamos que venha nos trazer a paz)
Bàbá o ké di am-nó re ki Ájàlá (Pai Supremo, saudamos a sua misericórdia, saudamos Oxalá)
Be wi ro ko (Suplicamos que venha nos trazer a paz)

A jagun ná (Ele é o primeiro de todos os guerreiros)
A jagun ná Bàbá o (O Pai é o primeiro de todos os guereiros)
A jagun ná (Ele é o primeiro de todos os guerreiros)
Elemaxó Bàbá Olorogun (Ele é o sacerdote supremo no Olorogun)
A jagun ná Bàbá o (O Pai é o primeiro de todos os guereiros)
Elemaxó Bàbá Òsògìnyón (Oxaguiã é Sacerdote supremo)

Òrisà rè wà (Orixá, venha até nós)
Mò rò Bàbá e ye (Pai, queremos sua paz em nossa vida)
Mò rò Bàbá nilè wá o (Pai, queremos que traga a sua paz à nossa casa)
Mò rò Bàbá ekún ayè (Pai, queremos que traga do céu a sua paz e sua espada)

Olorum a ki ba se o (Olorun é o nosso Criador, o saudamos e pedimos sua ajuda)
E Bàbá o ní (Ele é o Pai Todo Poderoso)
Olorun a ki ba se (Olorun é o nosso Criador, o saudamos e pedimos sua ajuda)




O fìlà álá e o (Cobrimos nossas cabeças com o Alá)
Ile Ile àwa (E a nossa casa de santo)
E Bàbá álá e o (Pai, cobrimo-nos com o Alá)
Ile Ile àwa (E a nossa casa de santo)

Olu o olu o (Ele é o Senhor, Ele é o Senhor)
O ní álá (Ele é o dono do alá)
E ní Bàbá jo Òsòginyón (Venha até nós Pai Oxaguiã)
E ní Bàbá jo Òsòlúfón (Venha até nós Pai Oxalufã)

Èrò Bàbá mi se ro (O amor do Pai está em mim)
Èrò mi Bàbá kojáde (Elevamos o pensamento ao nosso Pai)

E mi re mi re (Vós que sois de todos
Bàbá Olorum (Deus Pai)
Bàbá mo rí aba ódó (Os jovens e os idosos querem lhe encontrar)
Álá só rí àwa o (Estendemos o Alá para que, debaixo dele, sejamos abençoados)

Yò Onirè mi dé (Estamos satisfeitos com a boa sorte que nos dá)Bàbá mó duro (Pai, esperamos sua compreensão)

Aráiye Bàbá unje je (A *humanidade come da sua comida) (*comunidade espírita)
Bàbá mó rí o (Pai de sabedoria, venha nos encontrar)

Bàbá o ké e ye ba (Pai Supremo, cantamos pedindo sua ajuda para viver)
E ye ba lò ódó (Ajude-nos a viver com a alegria da juventude)

A Irè, A Irè Bàbá a Irè (Ele é o Pai Supremo de Irè)
A Irè Bàbá (Ele é o Pai Supremo de Irè)

Bàbá o dé òrún e (Pai, o seu céu nos encobre)
E Bàbá o dé Bàbá o dé e o (Pai, o vosso céu encobre a todos nós)

Ojo bo dí ojo álá e ojo (No dia de recebê-lo, cobrimo-nos com o Alá)
Ojo bi wá e (Ele vem com o nascer do dia)
Ojo bo dí ojo álá e ojo (No dia de recebê-lo, cobrimo-nos com o Alá)
Ojo bi wá e (Ele vem com o nascer do dia)
Wá Bàbá, Bàbá o (Ele é nosso ai, venha até nós Pai)
Ojo bo dí ojo álá e ojo (No dia de recebê-lo, cobrimo-nos com o Alá)

Là álá aráiye Bàbá wá lè kú e (Nós abrimos o Alá para que o Pai venha trazer o seu poder e nos revitalizar)
E Bàbá wá lè kú e (Pai, traga-nos o seu poder para nos revitalizar)
Álá o álá (Alá, o pano que dignifica os Orixás)
Orò álá (Nosso culto tem o Alá)
E ye Bàbá ba (Pai, acompanhe-nos durante a nossa vida)

Álá fùn kí kí àwa là (Abrimos o Alá para dar boas vindas)
Bàbá oun re (Ao Pai de Todos)

Òrisà òrè Òrisà òrè umbó (Orixá amigo, orixá amigo está chegando)
Álá adun re ajo (A proteção do Alá torna a nossa vida agradável)

Ájàlá wò rí wò rí mò yo (Curvamo-nos diante de Oxalá, curvamo-nos e ficamos felizes com sua sabedoria)
Álá wò rín kan (Curvamo-nos no Alá que é único)
E áwo firin mi (Durante o culto, caminhamos embaixo dele)

Ópelé ké dé (Mensageiro de Ifá, cantamos em sua homenagem)
Ópelé ké dé Bàbá (Mensageiro de Ifá, cantamos em sua homenagem, Pai)
Ki ba oníbará kó ìyìn jé ní a (Somos seus clientes. O saudamos pela ajuda que nos dá)

Èkó ké dé o (cantamos para que nos cubra com sua sabedoria)
Álá te lè o (Curvamo-nos embaixo do Alá para recebermos suas bênçãos)

Àwa Bàbá (Nosso Pai)
Ki ile wá o (O cumprimentamos para que venha à nossa casa)
Òrisà ile rè wá (Orixá, venha à nossa casa)
Àwa Bàbá lè bò ayè (Nosso Pai do céu, cubra-nos com seu poder)

Aso funfun àwa bí (Nascemos cobertos de branco)
Àlá funfun dé Òrìsànlà (O alá branco de Oxalá nos encobre)
Ála ye Ájàlá o (O Alá de Oxalá nos dá a vida)
Àlá funfun dé Òrìsànlà (O alá branco de Oxalá nos encobre)

Ebo Bàbá ebo unjé wá (Venha comer Pai)
Òrìsànlá bori o (Oxalá no bori)
Ebo (canjica de Oxalá)
Bàbá bori o (O Pai no bori)
Ebo
Òòsáálá bori o (Oxalá no bori)
Ebo
Bàbá ebo (Canjica do Pai)
Unjé wá (venha comer)


E iráwó (Ele é uma estrela)
Ki Bàbá o ògá (Saudamos o Pai Supremo)
E iráwó (Ele é uma estrela)
Ki Bàbá o ògá (Saudamos o Pai Supremo)
E te dun se ba dé siré (Nos curvamos ao criador que nos protege nesta festa aos Orixás)
Kó rò lè, Kó rò lè (Nos abençoe com sua paz, nos abençoe com sua paz)
Bàbá Ifá Kó rò lè, Kó rò lè (Pai Ifá, nos abençoe com sua paz, nos abençoe com sua paz)
Bàbá Ifá sehin bá dé siré (Pai Ifá que sempre nos protege nas festas que fazemos em homenagem aos Orixás)
Kó rò lè, Kó rò lè (Nos abençoe com sua paz, nos abençoe com sua paz)
Bàbá Ifá Kó rò lè, Kó rò lè (Pai Ifá, nos abençoe com sua paz, nos abençoe com sua
Paz)

Òrisá Bàbá (Orixá Pai)
Òrisá beni o (Orixá, nos favoreça)
Orisá Bàbá olu a mi (Orixá nosso Pai e Senhor)
Òrisá beni o (Orixá, nos favoreça)
Òrisá Bàbá Ajagunan

Ori o (Ele no ori)
O ni rò dí dé (Ele vem e nos traz a paz que nos envolve)
E lè jùbeelo (Seu poder está acima de tudo)
Bàbá e lè jùbeelo (O poder do Pai está acima de tudo)

E e bo ri o (Ele no bori)
E mò yìn ba (Louvamos sua sabedoria e sua ajuda)
E mò Yìn Ijesá (Louvamos sua sabedoria e tocamos ijexá para vós)
E ro mi Bàbá kojáde (Pai que está no céu, traga-nos a sua paz)

Òfurufúru rè mi rìn ila Bàbá (Caminhamos sob o firmamento que é a casa do Pai)
Bàbá ké rìn elemi (Pai, cantamos para saúda-lo. Vosso poder nos desperta a vida)
Ilé Ifá e mojú wá Bàbá (Pai de Sabedoria, venha à nossa casa)
Àwa bó Yìn e mojúbà o (Nós o adoramos e o glorificamos. Mojubá!)
Olu a mi (Meu Senhor!)
Elemaxó elemi bó (Elemaxó ilumine a nossa vida)
Elemaxó àwa ògá (Elemaxó é o chefe, venha até nós)

E lè Bàbá béérè (Pai, o saudamos e pedimos que nos abençoe)
E ma wá (Ele sempre nos atende)


Òfurufurú, Òfurufurú, Òfurufurú (O firmamento, o firmamento, o firmamento)
Bàbá o dé (Pai, nos proteja)

Olorum olówó e ké (Cantamos para Olorum Olówó)
Ala-morerè, Ala-morerè o fe ki kún (Ala-morerè, Ala-morerè ele ama os mortais)
Ala-morerè, Ala-morerè e kú abò (Ala-morerè, Ala-morerè, seja bem vindo)

Bàbá ba di ile a tútú Pai, retorne com alegria à nossa casa para nos ajudar)
A tútú atori àkó lè gangan yanran (Em silêncio ele usa seu atori com muita bondade e justiça)
Bùnlaye ri kó (Permita que possamos aprender com sua presença)
Olorum olówó e ké (Cantamos para Olorum Olówó)

Oun siré ìgbín èkó roró (Em sua festa tocamos o ìgbín em respeito à sua sabedoria e austeridade)
Bàbá a fé aba akin ebo wá o (Pai que amamos! És idoso e valente! Venha ao nosso culto!)

Yágò mò dé n’gè ore (Nos dê licença para elogiar a sua generosidade em nos dar sabedoria)
Yágò mò (Por favor, ensine-nos)

Yemanja




Dia da Semana: Sábado
Cores: Prata e azul-claro
Comida: Manjar, pipoca de arroz com casca
Saudação: Eru Lá Omi Tó!
Domínio: Maternidade e Pesca
Yemanjá é a filha de Olokum, Deusa dos Oceanos. Deusa da foz dos rios e quebra-mares é associada aos rios na África, assim como Oxum e Obá.  ciumenta, poderosa e atrante e quando invocada por quem realmente a conhece, propicia favores e ajudas inestimáveis.

Conta a lenda que sua mãe Olokum, deu a Yemanjá um misterioso preparado em uma garrafa para ser usado em caso de perigo. Casada com um poderoso homem em Ilé Ifé, Yemanjá foge para Abeokutá e seu marido lança seu exército para trazê-la de volta. Em perigo, Yemanjá quebra a garrafa que sua mãe lhe dera e o líquido forma um rio que a leva para o mar.


OS FILHOS DE YEMANJÁ NO AMOR


O HOMEM DE YEMANJÁ

Detalhista e exigente, o filho de Yemanjá é uma pessoa difícil de se tratar. Como tem um senso estético muito desenvolvido não tolera ter ao seu lado uma mulher desleixada e desarrumada. é extremamente ciumento e possessivo, embora não o demonstre. Essa sua característica gera muitas brigas ou pode levá-lo a adotar uma postura indiferente. Apesar disto ele é um bom companheiro, empenhado em harmonizar a vida a dois. A mulher que quiser conquistá-lo terá de entender ainda que a sua imagem sensual, reforçada pelo corpo bonito, esconde um parceiro sexual passivo, que espera que a companheira tome a iniciativa para então se soltar.

A MULHER DE YEMANJÁ

É aquela mulher que todo homem sonha em encontrar. Tem voz meiga e calma, é delicada e dona de uma beleza harmoniosa. Como uma verdadeira sereia, ela sabe direitinho como enfeitiçar os homens. É passiva no assunto coração e adora se sentir segura na presença do companheiro, que nunca poderá ser um homem fraco diante da vida. Esse companheiro encontrará na filha de Yemanjá uma grande disposição sexual e um imenso desejo de agradá-lo. Porém estas qualidades podem se transformar repentinamente. Por trás da aparência meiga e encantadora há uma mulher extremamente vingativa e ciumenta, que pode chegar ao extremo de abandonar por vongança a pessoa amada, ou então, só para magoá-lo manter um romance paralelo.
AFINIDADES

Com mulheres de Ogum, Oxanguian, Oxalá, Oxóssi e Obaluayê

AFINIDADES

Com homens de Oxunmaré, Oxalá, Oxóssi, Ogum e Xangô

Bibliografia Consultada:
Dicionário Antológico da Cultura Afro-Brasileira - Eduardo Fonseca Jr.
Revista Planeta - Edição Especial Orixás - Número 126 - B
Revista Destino - Edição Extra 1992 - Os Orixás e o Amor, por Eduardo Fonseca Jr.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Ritual da abóbora para afastar a má sorte e atrair a prosperidade

 Ritual da abóbora para afastar a má sorte e atrair a prosperidade:
         Esta oferenda consiste em estabelecer a harmonia profissional e financeira. Você irá precisar:
  • 1 abóbora;
  • 3 garrafas de Mel;
  • 1 punhado de moedas correntes;
  • 1 pano branco virgem;
  • 1 Vidro de óleo de Unção;
        Escolha uma abóbora (redonda). Retire a tampa (corte com uma faca grande). Extraia as sementes (que poderão ser jogadas na terra) raspando as laterais com um garfo. Espalhe óleo de unção por toda a abóbora e também pelas moedas que serão utilizadas.
         Coloque um punhado de moedas dentro da abóbora, dizendo: "quero ter minha vida financeira restabelecida novamente".
         Cubra com mel. Coloque mais um punhado de moedas e diga: "obrigado (a) por minha melhora financeira, repleta de abundância". Coloque mel novamente.
         Jogue mais um punhado de moedas e cubra com mel dizendo: "obrigado (a) por minha vida repleta de paz, saúde, prosperidade, tranqüilidade, abertura de caminhos e muita prosperidade. Se algo ou alguém tirou da minha vida, dos meus caminhos e da minha família, a prosperidade e a sorte, estou retornando ao astral esta oferenda para que a harmonia possa ser restabelecida novamente. Amém”.
         Feche a tampa da abóbora. Envolva a abóbora com um pano branco. Dê um laço.  Coloque por alguns instantes a abóbora sobre sua cabeça. Deposite a oferenda debaixo de uma árvore frondosa. Ao colocar, bata por três vezes a abóbora no solo.
         De joelhos, coloque a testa sobre as duas mãos, que estarão uma acima da outra. Seu rosto ficará encostado ao solo e humildemente, peça tudo o que deseja. Não retorne ao local por 21 dias.